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MISTÉRIOS DA SERRA DE SINTRA
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Tal como a Serra da Arrábida, a serra de Sintra é oca no seu interior, formada por vários túneis e grandes galerias, construídos ao que se diz pelos Mouros e pelos Templários há cerca de oito séculos.
Outras galerias descem pelo interior da montanha até ao Palácio da Vila de arquitectura moderna mas enigmática, tal como o Palácio da Pena no alto da serra, construido entre os séculos XIV - XV. Também
a “Quinta da Torre”, mais conhecica por Qtª da Regaleira, próximo
do Palácio dos Seteais, é outro local onde existem passagens subterrâneas
que formam uma rede de túneis antigos, surgindo numa das grutas
postas a descoberto uma
imagem de pedra cor-de-rosa de um ser com aspecto feminino
pisando um animal parecido com o mitológico dragão, só que exibindo
certas formas humanas. Ainda
na Quinta da Regaleira existe um "poço iniciático" com 30
metros de profundidade e 6 de largura com uma escada em caracol com 139
degraus apoiada em colunas. No
fundo depara-se com mais passagens subterrâneas reforçando a ideia de
que tanto buraco não teria sido aberto por acaso, alguns levando à
Montanha da Lua que também liga à Serra de Montejunto a cerca de
cinquenta quilómetros a Nordeste da Serra de Sintra. De
resto, os seus habitantes garantem
que...
«A terra e o mar interpenetram-se. De uma ponta à outra, da serra
de Sintra à serra de Montejunto, a montanha está rota por baixo e o
mar chega a entrar por ela dentro».
(in livro "O Concelho de
Alenquer") Dizem
alguns teosofistas e ocultistas que a Montanha Sagrada pode ser uma das
Cem Portas que dá acesso ao mítico Reino de Agharta no interior da
Terra onde reside o “Rei do Mundo”. Helena
P. Blavatsky, fundadora da Sociedade de Teosofia, falou desse país
subterrâneo em 1888 na sua obra "A Doutrina Secreta", mas
foi alguns anos antes que a lenda ou história verídica de Agharta teve
a sua maior divulgação junto do público com as obras insólitas de
Saint-Yves d´Alveydre. O
Reino de Agharta seria, então, uma cidade subterrânea e iniciática
onde viveriam milhões de pessoas, talvez a equivalência do “Reino do
Prestes João” da História de Portugal O
Presidente da Comunidade Teúrgica
Portuguesa (dr. Vitor Adrião), conhecido
investigador que desde há muitos anos se vem dedicando a estes estudos,
afirma que:
“O
Castelo dos Mouros, localizado no cimo da Montanha da Lua, tem sido
assinalado, ao longo dos tempos, como uma das entradas para o lendário
Reino de Agharta. Também foi local de existência de uma inscrição
profética, que se encontrava à entrada do referido Castelo mas mandada
retirar por D. João II. Este rei, a quem grande número de ocultistas e
investigadores atribui a paralisação do projecto universalista português,
quando transformou a Ordem de Cristo numa ordem de clausura, pouco
ganhou com a iniciativa já que o texto da inscrição premonitória
ficou registado na Crónica de El-Rei D. Manuel, achando-se igualmente
assinalado na página 201 do livro Cintra Pitoresca, de autor anónimo
de 1838, mas que hoje se sabe ser o Visconde de Juromenha”. A
Serra Sagrada de Sintra parece pois estar ligada internamente ao "Paraíso
Perdido" de
Agharta, tão conhecido pelos monges budistas (indianos e tibetanos), sendo facto que muitos outros religiosos orientais estão a
deixar o Oriente para se fixarem na Europa, incluindo Portugal. Outra
foi a descoberta na Serra de Sintra, de duas lápides importantes
escritas em sânscrito (idioma nunca falado na Europa), trazidas de
Somnath-Patane pelo Vice-Rei da Índia D. João de Castro, contando a
história da união do Oriente com o Ocidente. Também
existe uma profecia lapidar da Serra de Sintra que diz:
“em Portugal
se nasce por 'castigo' ou por Missão”... Talvez, pois, não seja em vão tudo quanto se escreveu e disse sobre o “V Império”, tendo como “Capital Espiritual” Portugal ligada ao Brasil, no Mundo futuro, numa Nova Era Universal.
Fica
aqui mais esta dissertação, Pausa
para reflexão! Rui Palmela
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