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LISBOA
SECRETA, A CIDADE DAS 7
COLINAS
Adquiri
recentemente um livro intitulado "Lisboa Secreta - Capital do V Império",
de dr. Victor Adrião, onde a dado passo se refere uma estrofe de Camões
vaticinando Lisboa como a Nova Roma destinada ao seu papel futuro como
"Capital Espiritual do Ocidente" numa Nova Era Universal. Aliás, já
o ilustre Prof. Agostinho da Silva chegou a falar de Portugal (e naturalmente
sua Capital) como o "Menino Jesus das Nações", ou o Mensageiro da
Nova Era (o 515 de Dante) depois ou durante os dias de grandes atribulações.
Mas
não me desviando do tema inicial, é interessante o significado simbólico das
7 colinas que existem na Capital, pois elas são equiparadas às 7 colinas de
Roma, e de Jerusalém ou de Constantinopla, sendo as seguintes segundo o autor
do mesmo livro que também é o fundador da Comunidade Teúrgica Portuguesa em
Sintra:
- Primeiro é o monte de "S.Vicente de Fora". Á esquerda deste
vai-se levantando um outro que sobe até ao "Postigo de Stº André".
O terceiro monte é o mais alto de todos e tem no cimo o Castelo de S.Jorge. O
quarto monte é o de "Stª
Ana". O quinto é o de "S. Roque". A ocidente, na parte
direita, fica o das "Chagas" cujo nome lhe é atribuido por causa da
Igreja que nele edificaram os marinheiros da rota da India em louvor às Chagas
de Cristo. E por último, o sétimo monte é o de “Santa Catarina” do Monte
Sinai.
As 7 colinas também simbolizam os chamados “7 anéis” da
Serpente Sagrada ígnea conhecida por "Kundalini", da sabedoria
oriental e cujos nomes em Sanscrito correspondem aos 7 estados da matéria do
mais denso ao mais subtil, simbolizados nos montes ou colinas do seguinte modo:
1 - Colina de S.Jorge (Mouraria) - ADI-TATVA
(Atómico)
2 - Colina de S.Vicente (Alfama) - ANUPADAKA-TATVA (Sub-atómico)
3 - Colina de Sant'Ana (Anunciada) - AKASHA-TATVA (Etérico)
4 - Colina de Stº André (Graça) - VAYU-TATVA (Ar – Radiante)
5 - Colina das Chagas (Carmo) - TEJAS-TATVA (Gasoso – Fogo)
6 - Colina da Stª Catarina (Camões) - APAS-TATVA (Liquido – Água)
7 - Colina de S. Roque (Bairro Alto) - PRITIVI-TATVA (Sólido – Terra)
Para que se entenda melhor toda esta significação das 7 Colinas de
Lisboa é preciso recorrer primeiro ao campo do mítico (para não dizer teúrgico
ou teosófico), porquanto narram as lendas que Lisboa foi fundada por Ulisses, o
chefe dos Argonautas que veio aqui tal como se indica no painel em azulejos do
Mestre Lima de Freitas na Estação do Rossio:
Ora, narram as lendas que Ulisses se tomou por amores por
Ofíussa
("deusa-serpente") e quando o herói homérico regressou à sua pátria
troiana no navio "Argos", Ofiússa vendo-se abandonada e só, se tomou de cólera
e fez estremecer o planalto do Tejo cujos estertores telúricos fizeram nascer
assim as 7 colinas de Olíssipo, hoje Lisboa. Daí a relação aos tais "7
anéis" da Serpente...
Portanto, a referência às sete colinas num contexto sagrado
e primordial, nasceu entre os autores dos séculos XVI e XVII dos quais se
destacam Damião de Góis, Luis Marinho de Azevedo e Frei Nicolau de Oliveira,
entre outros. Mas é Frei Nicolau quem primeiro define e descreve as 7 colinas
como já referi acima, sendo que ainda hoje se conservam aí os 7 principais
templos de Lisboa com os restantes adjacentes.
Doutro modo, as 7 colinas ou Outeiros que sustêm a grande
urbe, simbolizam as "7 qualidades ou estados vibratórios subtis da matéria"
(os Tatvas) animados pela mesma Energia serpentária - Kundalini - que aflora do
seio terrestre á superfície. E neste aspecto, é a própria Sintra um "Chakra"
ou Polo Magnético onde poderemos sentir isso e descobrir o seu vasto
significado em especial na Mansão Filosofal (Qtª da Regaleira) e o Palácio do
Graal (ou da Pena) no cimo da Montanha Sagrada como alguns a definem.
Veja a página SINTRA FILOSOFAL, clicando na imagem em baixo:

Rui Palmela
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