HELENA ROERICH

 

 

Helena Roerich  nasceu nas longínquas e geladas terras da Rússia a 13 de Fevereiro de 1879 e faleceu no ano de 1949. Filha de um arquitecto, o Arquiduque Chapochnikov, era extraordinariamente sensitiva e adoecia frequentemente e, quando estava enferma, apareciam-lhe sempre dois homens muito altos que a auxiliavam.

A irmã de sua mãe tinha uma herdade em Bologoye onde ela passava sua infância durante o verão e foi lá que aprendeu a amar a natureza e os animais. Conta-se que os animais corriam para ela quando de manhã saía de casa para os alimentar. Lia muito e apreciava os grandes filósofos e meditava.  Era talentosa na música, tocava piano e desenhava.

Quando conheceu Nicholas Roerich, descobriu que tinham muito em comum e passavam o seu tempo juntos. Apaixonaram-se um pelo outro e casaram a 28 de Outubro de 1901. Tiveram uma vida familiar feliz e da sua união surgiram dois filhos, um dos quais se tornou-se um excelente pintor e fez um retrato de sua mãe como se vê a seguir:

 

Em 1915 Nicholas Roerich adoeceu com pneumonia e deixaram  sua casa em S. Petersburg para viverem num clima mais ameno. Depois de uma passagem por Inglaterra, chegaram a Nova Iorque em 1920 onde Nicholas fez sua primeira exposição de quadros nos Estados Unidos da América.

Foi por essa altura que Helena entrou em contacto com o seu Mestre e escreveu o primeiro livro, «Folhas do Jardim de Morya I» e seguiram-se outras obras onde expõe pela primeira vez ao mundo as fundações do Yoga da 6ª Raça.   Deixou também suas cartas escritas e foi  ela a primeira tradutora da obra importantíssima da grande teosofista russa Helena Petrovna Blavatsky: «A Doutrina Secreta».

Por fim deixou uma Mensagem escrita entre 1929 e 1932 que diz o seguinte:

"Cada época tem o seu chamamento, e a força motriz do Novo Mundo será a força do pensamento criativo, o primeiro passo nesta direcção será a abertura da consciência e a libertação de todos os preconceitos, de todas as tendências e conceitos forçados,  pois o pensamento é a fonte primeira da Criação do Mundo. O refinamento da receptividade mental dará ao homem a possibilidade de penetrar nos santuários do Espaço e abrirá o caminho alegre da sua conquista, além de uma ascenção contínua e infinita"...

 

Rui M. Palmela