CELA DE FREI AGOSTINHO DA CRUZ

 

 

Frei Agostinho da Cruz, cujo nome era Agostinho Pimenta, nasceu em Ponte da Barca, Alto Minho, em 1540 e faleceu em Setúbal em 1619.

Em 1605 obteve permissão para viver como eremita na serra da Arrábida, numa cela mandada construir pelo Duque de Aveiro e foi reconstruida em 1940 pela Duquesa de Palmela

Ingressou na ordem dos Capuchinhos aos vinte anos, vivendo como eremita durante mais de quarenta anos.  Terminou seus dias no Convento da Arrábida onde foi sepultado numa  capela, tal como outros frades de nome que ali viveram, inclusive S. Pedro de Alcântara.

O afastamento do mundo, a solidão, a vida contemplativa e as saudades do céu são temas glosados na sua poesia, a maior parte inspiradas e dedicadas à "Serra-Mãe" como gostava de lhe chamar.

Em 1728 foi publicado um livro "Espelho dos Penitentes", saindo em 1771 a colectânea "Obras". Em 1918, Joaquim Mendes dos Remédios (Profº. universitário e escritor português do século 19) organizou uma reedição das mesmas acrescentando composições inéditas encontradas em códices manuscritos das bibliotecas de Coimbra, Porto e Évora.